Crítica - Legalize Já! Amizade nunca Morre ( Por Junior Fernandez ) - Os Cinéfilos

Crítica - Legalize Já! Amizade nunca Morre ( Por Junior Fernandez )

homem Aranha
Por Junior Fernandez

Amigos da Sétima Arte     

Vamos falar de amizade?

E não é uma amizade qualquer, é simplesmente a narrativa de algo que começou por um daqueles acasos do destino que se contar ninguém acredita, um encontro de irmãos de almas originando uma das principais bandas do cenário Underground Carioca, nada mais do que o Planet Hemp, a resenha de hoje é sobre Legalize Já! Amizade nunca Morre.

Nossos protagonista são; Marcelo, interpretado por Renato Góes, que posteriormente adotaria a alcunha de D2 e Luís Antônio, interpretado por Ícaro Silva, mais conhecido como Skunk. Dois frequentadores da boemia alternativa do Rio de Janeiro, onde o acaso falou mais forte e o gosto musical os uniu de uma forma inseparável. 

Marcelo em sua juventude vivia seus dilemas pessoais como o fato de sua namorada Sônia (Marina Provenzano) estar grávida e tentar o aborto como opção de solução, o problema com o relacionamento com o pai (Stepan Nercessian) e seu emprego de vendedor de camisas no Centro do Rio, tudo isso era transformado em letras e poesias, já Skunk um boêmio, no seu "estúdio improvisado" fazia coletâneas de fitas K7 para sobreviver, seu protetor Brennand (Ernesto Altério), dono de um botequim à beira do subúrbio da Lapa marginal, ele vivia em volto com drogas, atormentando pelo fantasma da Aids, das bebedeiras e sua paixão pela música e melodia.

O filme retrata exatamente essa amizade repentina e como essa junção de ritmo e poesia criou a tão controversa banda e seus sucessos baseados na legalização da erva.

A ambientação do filme no melhor estilo noir nos remete exatamente ao início da década de noventa um ponto certeiro na direção da dupla Jonny Araújo e Gustavo Bonafé, que nos transportam como espectadores quase que para uma plateia de um espetáculo chamado vida, a química entre Ícaro e Renato é tão verdadeira na entrega dos seus personagens que pra quem viveu está história se confunde com a própria verdade. 

Sem contar um ponto para a trilha sonora regado de hits do início da carreira da banda e pérolas da música da época. 

E quem algum dia já curtiu uma noitada na Lapa do Rio de Janeiro ou um Show no Garage sabe exatamente o que este filme retrata.

Ps: #Raprocknrollpsicodeliahardcoreragga!


Nota 9,5

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