Crítica - Robin Hood: A Origem ( Por Junior Fernandez ) - Os Cinéfilos

Crítica - Robin Hood: A Origem ( Por Junior Fernandez )

homem Aranha

Por Junior Fernandez

Amigos da Sétima Arte 

Vamos falar de um ladrão?

Não é de um ladrão qualquer, até um lema ele têm: "Rouba dos Ricos para dar aos pobres". 

Estou falando de Robin Hood: A Origem (Robin Hood: Origins) a mais nova produção da Paris Filmes, com um excelente elenco trazendo uma nova roupagem pra história deste personagem que já foi retratado em inúmeras versões e gêneros, tais como animação e comédia.

Taron Egerton (Kingsman 1 e 2) é Robin de Loxley, um Lorde que foi convocado pela coroa inglesa para servir nas cruzadas, tendo que deixar pra trás o seu amor por Marian, de Eve Hewson (Papillon), em sua jornada, se depara com um dilema envolvendo um guerreiro mouro Yahya/Little John, interpretado por Jaime Foxx (Django Livre). Dado como morto em seu exílio, ao voltar para casa ele se depara com a opressão de seu povo, sofrida pelo clero e o governo, comandados pelo temível Xerife de Nottingham, de Ben Mendelsohn (Rougue One), e se não bastasse sua amada nos braços de outro, o líder popular, Will, de Jamie Dornan (50 tons de cinza).

Motivado por tudo isso, e tendo como mentor John (Foxx), e também auxiliado pelo astuto Frei Tuck, de Tim Minchin (Californication), Robin irá trilhar sua vingança que mudará a sua história.

A complexidade do roteiro é basicamente nenhuma, o desenvolvimento narrativo dos personagens pelo fato de tudo acontecer rápido demais, vide o treinamento de Robin para se tornar o exímio arqueiro, e até o triângulo amoroso que seria o estopim para a trama, acaba deixando o maior espaço para as inúmeras sequências de ação, cheias de cenas em câmera lenta, CGI e efeitos práticos, tornando o filme rápido demais, sem nenhuma reviravolta ou novidades pra acrescentar na já conhecida lenda.

Estreante em cinema, porém já aclamado com prêmios Bafta, diretor de séries como Peaky Blinders, Criminal Justice e Black Mirror, Otto Bathurst, trouxe uma excelente ambientação, figurinos excêntricos, e também fez sua dinâmica muito parecida como se estivéssemos em um jogo de vídeo game, elevou o patamar de Robin Hood à quase um super-herói, destaque para a cena de perseguição de charretes e cavalos dignas da mistura de Ben Hur com Need For Speed.

O destaque está também por trás das câmeras, pois o produtor executivo é Leonardo DiCaprio, que "passou à frente" da Disney e da Sony produzindo este roteiro que seria o terceiro de uma lista, apostando que esta divertida produção se torne uma franquia de sucesso. 

Ps: Sabe como é "Ladrão que rouba ladrão, têm cem anos de perdão".


Nota 8,5

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